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terça-feira, 11 de junho de 2013

Relatório final - Empresas de produção cultural

Chegamos ao fim do projeto com algumas frustrações, muitas esperanças e tendo aprendido e compreendido muito mais sobre o mercado de produção cultural de Minas Gerais do que imaginávamos. Para melhor compreensão, e partindo do pressuposto de que tivemos experiências e impressões diferentes, cada uma de nós desenvolveu sua própria conclusão final para o trabalho. Finalizamos nosso projeto assim:

Conclusão da Marina
Após quase quatro meses pesquisando, vivendo (e sonhando a cada vez mais em trabalhar com produção), foi possível ter uma noção maior desse campo que, até então, apesar de bastante almejado, ainda era quase desconhecido. Inicialmente, o projeto só me mostrou sua face positiva. Os profissionais que conhecemos, seus relatos e experiências e as oportunidades que nos foram dadas serviram para fazer com que o ramo de Produção Cultural brilhasse, ainda mais meus olhos. 

No entanto, com o decorrer do projeto as faces negativas começaram a aparecer. Há duas semanas eu consegui uma oportunidade de estagiar na produção de um festival de música, através da Produtora Cultural Cria Cultura!. Foram seis dias de trabalho, sendo cinco deles na execução do evento e o outro na produtora fazendo a pré-produção. O Festival foi o Conexão BH, que aconteceu no Parque Municipal da cidade e, ao todo, foram mais de 60 atrações, divididas entre shows, discotecagens e intervenções urbanas. 

Otto assistindo a passagem de som da Julieta Venegas (Ah, estagiário de produção não pode tietar!)
Aprendizado 1: É muito trabalho pesado! Inicialmente, eu me candidatei para uma vaga na qual eu trabalharia seis horas por dia, durante cinco dias. Entretanto, as seis horas viraram doze e os cinco dias viraram seis. Essas horas a mais foram essenciais para poder participar da maior parte possível do festival. E foram elas que me ensinaram que não existe isso de estar cansado, de estar com fome, de estar desanimado: a demanda está ali, o serviço precisa ser feito, o artista X precisa estar no palco às 14h para passar o som. Mas, peraí, o artista X ainda está no hotel? Por quê? Precisa mandar busca-lo ur-gen-te! Liga pro produtor, negocia a van, avisa para o responsável pelo palco que o cantor não vai subir enquanto os instrumentos não tiverem sido testados. Leva ele para o camarim A porque no B já tem gente. E, ah, não esquece de pedir a comida para o pessoal da técnica. Você pode estar com fome, mas eles, definitivamente, não trabalham de estômago vazio. 

Julieta Venegas na passagem de som.
Aprendizado 2: Nem todo mundo ama o que está fazendo! Obviamente, em toda a profissão há quem não seja completamente apaixonado pelo que faz. Porém, fica mais difícil de acreditar nesse fator quando tanto trabalho pesado e contínuo está envolvido. A rotina de uma produtora é completamente variável, alterando entre períodos de muito trabalho (geralmente quando um evento se aproxima) e outros de ócio. No entanto, na minha cabeça de quem deseja tanto trabalhar com produção, os eventos seriam o ápice da profissão. É na época deles que mais se trabalha e que mais pessoas ficam estressadas. E também é verdade que, ao final de um evento de sucesso, todos os envolvidos comemoram, agradecem e parabenizam uns aos outros pelo trabalho e fazem uma festa para comemorar. Contudo, ainda que o resultado final tenha sido positivo, alguns pontos no caminho me deixaram um pouco incomodada. Talvez eu tivesse (e acredito que ainda tenha) uma visão ingênua acerca do assunto, mas eu esperava um maior envolvimento dos produtores com o festival. É claro que tiveram muitos completamente envolvidos e que aproveitaram os shows, dançaram e cantaram juntos, conversaram com os artistas mas, claro, sem se eximir de qualquer trabalho. Mas alguns profissionais me deixaram um pouco desanimada. Um promotor X, responsável pelo palco principal do evento, me pareceu muito pouco empolgado em relação às atrações que ele mesmo estava organizando. No terceiro dia de evento, tivemos uma conversa durante uma passagem de som. Estávamos em cima do palco e eu comentei que, na minha visão, o setor que ele produzia deveria ser o mais excitante (além de, claro, trabalhoso). Ele, que até então estava bastante participativo na conversa, me respondeu que isso era bem relativo e que "para o músico que vai tocar deve ser ótimo". Aliado à essa decepção momentânea, minutos depois subiram dois cantores ao palco (os principais, daquela noite e de todo o evento) e quando eu disse ao produtor os seus nomes, ele me disse "Ah, são eles? Não sabia nem a cara deles".

Aprendizado 3: Uma produção, geralmente, é dividida em núcleos e eles são: Produção (por sua vez, dividida em Logística, Portaria, Palcos, Artistas, Bilheteria e Montagem) Comunicação, Técnica, Segurança, Bares, Limpeza e Coleta. Todos esses estão englobados e devem ser geridos pela Produtora Cultural. Cada um, normalmente, tem o seu coordenador, que é a pessoa responsável por resolver qualquer problema relativo à área. 

Aprendizado 4: Por uma questão de fluxo de eventos em Belo Horizonte, as produtoras, muitas vezes, lançam mão de freelancers para compor o seu evento. No Conexão BH isso foi bastante comum e grande parte dos coordenadores não eram funcionários regulares da empresa.

Ao final dos quatro meses de projeto, considero que todas as experiências foram bastante válidas, desde ao show que, ainda que minimamente, pudemos acompanhar com a W3 Entretenimento, até a experiência de viver e trabalhar com uma produção durante todo um evento. Acredito que por essas experiências foi possível enxergar bastante o modo como as Produtoras mineiras trabalham. Obviamente, não foi possível sanar todas os questionamentos acerca da profissão, mas, após o convívio com diferentes tipos de produtores no Conexão BH, pude perceber que ainda somos muito amadores quando se trata de Produção. As produções de outros estados e, claro, as internacionais, dão um show em estrutura e organização. Pelo menos, foi o que me afirmaram diversas produtores que, apesar de estarem trabalhando no Conexão BH, já atuaram em eventos maiores, como o show do Paul McCartney no Mineirão. Resta agora sonhar mais alto, traçar mais metas e estar disposta a levar muito artista pra passagem de som para conseguir se aproximar de outras produtoras (e, ah, claro, não esquecer do lanche do pessoal da técnica!).
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Conclusão da Luiza
Ao longo dos últimos meses, pudemos nos dedicar a entender um setor da comunicação que sempre me atraiu. E dessa forma, percebi o quão pouco eu realmente conhecia sobre produção cultural. Cria-se uma espécie de glamour envolvendo as profissões que circundam o ambiente do show business e acabamos ignorando o fato de que, se realmente há esse glamour, passa longe do trabalho pesado intelectual e, por que não dizer, físico concernente à produção de um evento. 

Via ali, aquele núcleo de empresas de produção mineiras como as salvadoras, aquelas que traziam a cultura para dentro de Minas Gerais, um mercado que para mim era fechado e com poucas oportunidades. Tal fato alimentava em mim um certo medo quando pensava em me aventurar por essa área profissional. Só provei minha inocência e ignorância. 

Para mim, o primeiro mito que caiu foi o endeusamento das duas grandes produtoras mineiras, a Nó de Rosa e a Malab Produções.Um dos motivos foi a dor de cotovelo de passarmos quase três meses em contato com ambas e sermos enroladas até o fim do trabalho, não tendo conseguido acompanhar nada, de nenhuma delas. O segundo e derradeiro motivo foi a descoberta do modelo colaborativo de produção, que me encantou e conquistou. 

Belo Horizonte tem um mercado legal sim, e muitos eventos culturais acontecem aqui muitas vezes sem nenhum apoio ou respaldo das nossas “gigantes” produtoras. Organizados em Coletivos, a força motriz que quer agitar a cultura da cidade pincela aqui e ali Duelos de MC’s, pequenos festivais de música independente, shows com bandas do cenário underground da capital. 

Me descobri parte dessa parcela da juventude mineira ao ser convidada à integrar o Coletivo Calcariu, logo depois que participei do evento Lagoa Interativa (já narrado por nós, na primeira postagem). Já pedindo desculpas pelo clichê, mas foi como um mundo novo se abrindo ali, na minha frente. E me chamando para entrar. 


De lá pra cá, desde a primeira postagem, aprendi e entendi como se dá uma produção assim, com um orçamento apertado, muitos colaboradores e muita disposição para fazer o esquema tomar forma e virar realidade. Entrei de cabeça nessa experiência, tendo auxiliado e também aproveitado tudo de bom que ela pode me trazer. Me encanta a horizontalidade da organização do Coletivo, onde eu, que entrei para o grupo em abril, tenho o mesmo poder de voto e a mesma força de trabalho do que os meninos que fundaram o Calcariu, há três anos atrás. 

Desde então, já participamos de duas importantes reuniões na prefeitura de Lagoa Santa, firmamos parcerias muito bacanas e estamos em fase de organização de um festival itinerante que irá movimentar a cidade nos próximos seis meses. 

Coletivo Calcariu (e eu!) em reunião com representantes da Prefeitura de Lagoa Santa
Também me conquista o fato de que todos aqueles envolvidos ali (pelo menos no Coletivo Calcariu) estão por vontade, porque querem ver a cultura acontecer e, porque não dizer, pelo amor genuíno à arte. À música. À cultura. Não gira dinheiro na mão de nenhum integrante. Tudo o que entra é investido em eventos e realizações do coletivo. Sendo possível a criação de um ciclo vicioso salutar, se posso dizer isso, onde cultura vira dinheiro, que vira cultura novamente. E assim sucessivamente. 

E, apesar de ser uma produção suada, é de extrema importância primar pela a qualidade impecável de tudo: estrutura, som, luzes, bandas, segurança, etc. E no final, é muito legal ver que tudo isso dar certo. 

Outro aspecto que achei muito interessante é a relação de amizade entre os coletivos da região metropolitana. Existe, não sei se é de conhecimento de todos, o CMC – Circuito Metropolitano de Cultura, que integra todos os artistas da região metropolitana de BH em ações culturais diversas. 

Pude entender um pouco melhor também a relação, muitas vezes conflituosa, entre os coletivos e a Casa Fora do Eixo, um grande conjunto de coletivos de produção artística e cultural. Ficou a imagem de que a estrutura Fora do Eixo está fadada ao desgaste e deterioração. 

Ainda busco compreender, e acredito que será possível, a lógica das leis de incentivo na realização de grandes eventos, prática recorrente na produção colaborativa. Usaremos esse recurso na realização do Festival Mamute, em outubro. 

Por fim, acredito que um dos maiores aprendizados nesses poucos meses de Coletivo e de desenvolvimento desse trabalho foi de que a cultura em BH está em pleno vapor. Temos bandas incríveis surgindo em todos os bairros, em todas as cidades da RM. E ficou aquela pulga atrás de orelha: porque damos mais valor à quem traz atrações de fora, do que aqueles que suam para construir uma plataforma para os próprios artistas mineiros se consolidarem no mercado do estado?
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Acho que uma conclusão geral que fica é a de que, acima de tudo, nos envolvemos muito e nos divertimos durante o desenvolvimento do trabalho. E que ficamos, as duas, cheias de esperanças e com uma vontade grande de perseguir uma carreira na área de produção cultural. 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Produção Cultural #2 - Rafael França

Depois de compreender os meandros de uma produção colaborativa e de baixo orçamento, continuamos nossa empreitada para entender como funcionam as empresas de produção cultural no mercado mineiro. Nessa quinzena contamos com a ajuda preciosa do produtor Rafael França, que já atua no cenário há mais de oito anos, trabalhando em conjunto com as maiores empresas da capital.

Marcamos uma reunião com Rafael, que desde o começo foi extremamente solícito, sem criar problemas ou empecilhos. Nos encontramos com ele em um shopping da cidade e conversamos por cerca de uma hora. Ele nos explicou em linhas gerais o que envolve uma produção de grandes eventos e o serviço que sua empresa, a W3 Entretenimento (Twitter), presta nesse mercado.


Começo

Para Rafael, o início foi há mais de oito anos. Fez contatos com produtoras que atuavam na época e começou a ser contratado por evento, adquirindo uma grande experiência. Foi funcionário fixo por um tempo (em grandes produtoras, como a Malab e a Nó de Rosa) até conseguir fundar sua própria produtora, a W3 Entretenimento. Nesse meio tempo, também fez contatos importantíssimos em São Paulo e hoje é o representante da gigante Casa da Música, em BH.


Parceiros 

Segundo Rafael, hoje em dia nenhuma produtora possui equipe suficientemente grande para suprir as necessidades de uma mega produção. Por isso, existe a demanda de firmar parcerias com empresas menores, como a W3, que de certa forma prestam um serviço às maiores, como a Nó de Rosa ou a Malab. Esses grandes produtores repassam setores inteiros do evento para cada parceiro, deixando aquela parte sob total responsabilidade do outro. São repassados, por exemplo, a portaria, a segurança, a montagem estrutural, dentre outros.

Diversos eventos de grande porte, principalmente aqueles de artistas internacionais e que fazem parte de uma turnê brasileira, são feitos em parceria com produtoras gigantes, de São Paulo ou do Rio. Foi o caso, por exemplo, do show do Paul McCartney (parceria da Nó de Rosa com a PlanMusic) ou do Robert Plant (Malab com XYZ Live).

Deu para ver como a palavra “parceria” é importante nesse ramo, não é?


Sobre o mercado 
Ao questionarmos Rafael sobre a situação do mercado de produção cultural em Minas Gerais, ele foi direito: já esteve melhor. Segundo ele, no ano passado poderia ser considerado perfeito. Nos últimos tempos, porém, a explosão de produtoras na cidade tem gerado conflitos na agenda de eventos, o que esvazia a plateia. 

Um outro percalço, já conhecido por todos, é a falta de locais ideais para a realização de shows em Belo Horizonte. O problema foi potencializado nos últimos meses pelo arrendamento do Chevrolet Hall para a produtora Time 4Fun, que cobra valores altíssimos pelo aluguel da casa para eventos que não sejam de produção própria. Dessa forma, as opções ficaram ainda mais escassas. Rafael mencionou que o governo possui verbas e projetos para a construção de locais de entretenimento em geral, porém não parece que isso acontecerá tão cedo. 

Chevrolet Hall, uma das poucas opções de casas para realização de shows em BH
Por outro lado, ele apontou que, em um panorama geral, o Brasil se encontra em uma situação favorável no que diz respeito às rotas de shows internacionais. Segundo Rafael, a crise econômica de 2009 fez com que muitos artistas europeus e americanos passassem a olhar para a América do Sul como uma válvula de escape, incluindo esses países em suas turnês.


Nossas impressões

Ainda que em apenas uma hora de conversa, Rafael nos passou um conhecimento enorme acerca do campo da produção em geral. Ele nos deu uma noção do que é o trabalho de um produtor e nos mostrou que dentro do contexto de produção cultural há uma gama de áreas em que podemos atuar.

Esse primeiro contato com o Rafael nos deixou, pessoalmente, encantadas. Custamos a sequer conseguir esconder o sorriso e as expressões de felicidade. O modo como ele contou suas experiências – acerca de diversos shows, com detalhes minuciosos – e a forma como ele nos tratou fez com que passássemos a acreditar, ainda mais, que trabalhar com produção cultural não só é o que queremos, mas, também, é algo possível de ser alcançado.

Por fim, Rafael nos convidou a acompanhar uma produção cultural, bem de perto, na próxima semana. Esperamos que isso seja concretizado para abordarmos essa temática no próximo relatório.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Produção Cultural - Coletivo Calcariu


Como previamente dito em nossa proposta, nosso trabalho está sendo desenvolvido em cima de visitas periódicas a empresas de produção cultural de Belo Horizonte e região. Estreitando um pouco mais o escopo do projeto, resolvemos focar em uma comparação em termos de rotina de produção e divisão de funções, entre um coletivo pequeno e duas produtoras gigantes da área. Nessa primeira quinzena, nos dedicamos a fazer os primeiros contatos com grandes empresas e tivemos a oportunidade de participar de um evento produzido por um Coletivo de Lagoa Santa-MG, e conhecer um pouco mais sobre a produção colaborativa.








Alguns integrantes do Coletivo Calcariu



Quanto às empresas maiores, conseguimos um ótimo contato com a produtora “Nó de Rosa”. No entanto, como estamos bem próximos a um grande evento que eles irão realizar na próxima semana, nos pediram para agendar a visita para após o dia 4 de maio. Quanto à outra produtora grande, a Malab, passamos a quinzena em busca de conseguir um contato concreto que pudesse facilitar a nossa conversa com eles. Finalmente, conseguimos uma resposta e estamos terminando de nos organizar para, então, agendar uma visita.

Já para a próxima semana, teremos um encontro com um profissional da área, hoje empregado da Casa da Música.


Produção colaborativa – Coletivo Calcariu 

Sobre o Coletivo: Foi criado por jovens artistas de Lagoa Santa – MG com o propósito de agitar a cena cultural da cidade. Com um orçamento baixo, logo nos primeiros meses de existência o Coletivo conseguiu realizar um festival de pequeno porte, na praça central de Lagoa Santa, marcando presença e mostrando a que veio. Em 2013, com mais de dois anos de estrada, o grupo vem crescendo cada vez mais e conseguindo produzir eventos estruturados para grandes públicos.





Divisão de tarefas:

O Coletivo Calcariu conta com dez membros fixos e recebe a ajuda de outros tantos amigos e artistas da cidade nos momentos de grande demanda. Nenhum membro é assalariado, todos fazem pela vontade de mudar a cultura local. Não existe hierarquia dentro do grupo, cada um é tão chefe ou tão colega quanto o outro. Tanto para eventos pequenos, como as Quintas Culturais (shows de artistas independentes em um bar da cidade), quanto para os de maior porte, como o Festival Mamute, todos fazem um pouco de tudo. A divisão das tarefas é dada em reuniões, e todos são responsáveis por parte da produção, da divulgação e do recolhimento de patrocínio.

Para a montagem da estrutura e parte técnica dos shows, o grupo conta com a ajuda da prefeitura municipal e de um dos parceiros do Coletivo que faz a montagem de palco, iluminação e som cobrando um valor simbólico.

O evento:

Antes do evento

No evento Lagoa Interativa, pudemos observar o ritmo de produção do grupo. Todos trabalham sem parar para conseguir apresentar um resultado legal, e como não são de todo profissionais, acabam enfrentando alguns problemas. No entanto, não houve nenhuma ocorrência grave e o evento foi considerado bem sucedido. Para o registro e cobertura, o Coletivo convidou alguns voluntários que colaboraram fotografando e postando nas redes sociais em tempo real o que acontecia ao longo do evento.

O Lagoa Interativa contou com uma exposição de lendas da cidade reescritas por crianças e adolescentes, prática de esportes radicais, como slackline e skate, uma mesa de discussão sobre a relação do cidadão com a lagoa e três apresentações. Os shows ficaram por conta do grupo de rap Crime Verbal, da banda Absinto Muito e do Favela Groove.


Considerações: 



A observação e participação em um evento organizado por um Coletivo foi de grande valia para nosso trabalho. Pudemos ver como se dá a produção dentro de uma lógica colaborativa, onde todo o trabalho é divido igualmente entre os membros, e onde se pode contar com ajuda por todos os lados, de pessoas interessadas realmente em contribuir por uma cena cultural mais interessante na cidade. Foi bacana também observar os contratempos, ver que eles existem tanto em grandes quanto em pequenos eventos e como se pode contorná-los sem muitos recursos financeiros.